Trecho 4: Desolada

Dakota acordou ofegante e apavorada! Como poderia ter sonhado com algo dos tempos da guerra? Ela queria ignorar, mas não conseguia. O sonho havia sido muito real, como se ela estivesse assistindo de longe tudo o que aconteceu aquela linda moça de cabelos ruivos. Ela havia presenciado cada instante, cada fala, bem claramente, e isso a apavorava cada vez mais. Uma agonia grande surgiu dentro do seu peito, como um pressentimento de que algo de muito ruim estaria para acontecer.

Ela levantou da cama e se sentou, e ali ficou alienada, tentando entender o motivo desse sonho, se fosse uma mensagem, o que isso significaria?

“Está tudo bem! Foi só um sonho. Nada mais!” Exclamou para si mesma. Tentando buscar em sua mente se havia visto algum filme ou lido alguma notícia falando a respeito da guerra ou de algo sobrenatural. Mas no fundo Dakota sabia que esse sonho era diferente dos demais. Que esse, pela primeira vez em sua vida, parecia ter vindo de um lugar excelso.

Assustada com o pensamento afastou-o imediatamente de sua mente. Levantou e tomou um banho para se preparar para a escola. Dakota tinha 17 anos e cursava o ultimo ano. Estava se preparando para entrar em uma boa Universidade. Ela tinha planos, e muitos para a sua vida. Sonhava em ser psicóloga. Dizia às suas amigas que se sairia bem ouvindo os problemas dos outros já que não era tão ligada a eles. Para Dakota o ser humano possivelmente merecia ser feliz. Ela era agressiva em relação à felicidade alheia. E seria eufemismo dizer que ela só se importava consigo mesma.





Enquanto Dakota tomava seu banho ela viajou em seus pensamentos, no sonho que teve. E perguntou a si mesma o motivo de ela estar preocupada com aquela garota que nem conhecia. Ela nem se preocupava com a sua família direito, que eram mais próximos a ela, por que se preocuparia com essa garota? Questionou a si mesma.

Espantando novamente seus pensamentos, Dakota saiu do banho e ouviu a sua mãe gritar do lado de fora da porta de seu quarto:

- Dakota! Você ainda não acordou? Daqui a pouco Aline estará aqui para lhe buscar, lembre-se disso. – disse sua mãe agoniada pelo atraso de sua filha.
- Tá bom mãe! Eu já estou indo – Dakota respondeu sem ânimo para discussões bobas, o que era uma rotina em sua vida, brigar com sua mãe quase todas as manhãs, agora parecia asneira.

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